{"id":14690,"date":"2026-03-26T11:43:38","date_gmt":"2026-03-26T14:43:38","guid":{"rendered":"https:\/\/cbxonline.com.br\/?p=14690"},"modified":"2026-03-26T11:43:39","modified_gmt":"2026-03-26T14:43:39","slug":"semana-santa-preco-do-bacalhau-varia-e-leva-baianos-a-substituir-peixe-na-ceia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cbxonline.com.br\/index.php\/2026\/03\/26\/semana-santa-preco-do-bacalhau-varia-e-leva-baianos-a-substituir-peixe-na-ceia\/","title":{"rendered":"Semana Santa: pre\u00e7o do bacalhau varia e leva baianos a substituir peixe na ceia"},"content":{"rendered":"<div class=\"relative flex flex-col flex-0 justify-center w-full z-49 shadow dark:shadow-none print:hidden\">\n<div class=\"text-white top-0 left-0 right-0\">\n<div class=\"relative w-full h-16 shadow flex items-center justify-between px-5 ng-star-inserted\">\n<div class=\"text-lg md:text-3xl tracking-wider md:tracking-widest font-bold uppercase text-center\">O tradicional bacalhau, presen\u00e7a quase obrigat\u00f3ria na mesa dos brasileiros durante a Semana Santa, est\u00e1 mais caro em 2026 e j\u00e1 pesa no bolso dos consumidores em Salvador. Segundo o levantamento da equipe de reportagem do jornal Tribuna da Bahia, o pre\u00e7o do produto registrou alta de cerca de 13% e apresenta grande varia\u00e7\u00e3o entre mercados e feiras da capital baiana.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"container ng-star-inserted\">\n<div class=\"flex justify-center gap-10 flex-wrap md:flex-nowrap\">\n<div class=\"w-full md:w-7\/12\">\n<div class=\"md:px-15\">\n<div class=\"prose-lg\">\n<p>Em visitas realizadas em dois pontos de venda, o quilo do bacalhau foi encontrado entre R$ 85 e R$ 90, na Feira das Sete Portas. J\u00e1 em um mercado da cidade, op\u00e7\u00f5es de \u201cpeixe tipo bacalhau\u201d chegaram a custar R$ 64,90 o quilo, evidenciando a diferen\u00e7a de pre\u00e7os e a busca por alternativas mais acess\u00edveis.<\/p>\n<p>A poucos dias da Sexta-Feira Santa, consumidores j\u00e1 sentem o impacto da alta. A dona de casa Marilene Borges afirma que o aumento tem dificultado manter a tradi\u00e7\u00e3o. \u201cT\u00e1 muito caro, muito caro. Ultimamente pra pobre n\u00e3o t\u00e1 dando mais pra comer n\u00e3o. A gente agora tem que olhar pelo mais barato\u201d, relata. Ela conta ainda que encontrou o quilo de um peixe salgado por at\u00e9 R$ 80 em uma feira, mas viu o mesmo produto sendo vendido por R$ 100 em outro local.<\/p>\n<p>A varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o de quem j\u00e1 se antecipou \u00e0s compras. O aposentado Ab\u00edrio Cardoso da Concei\u00e7\u00e3o diz que conseguiu pagar mais barato ao comprar antes. \u201cAchei de 72 (reais). Hoje voc\u00ea j\u00e1 encontra de 80, 90 por a\u00ed\u201d, afirma. Mesmo assim, ele revela que optou por levar outro peixe. \u201cComprei pirarucu. Se precisar substituir, pode ser corvina\u201d, completa.<\/p>\n<p>Do lado dos comerciantes, a explica\u00e7\u00e3o para o aumento envolve fatores como a procura elevada neste per\u00edodo. O vendedor Davi Pires Bispo explica que o crescimento da demanda influencia diretamente no valor final. \u201c\u00c0 medida que cresce a demanda e a oferta n\u00e3o corresponde, a tend\u00eancia \u00e9 aumentar o pre\u00e7o\u201d, destaca. Segundo ele, o quilo do bacalhau saiu de R$ 75 no in\u00edcio do m\u00eas para cerca de R$ 88 atualmente, podendo chegar a at\u00e9 R$ 95 nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p>Outro vendedor, Gilson de Jesus, afirma que o produto sofre reajustes leves ao longo do per\u00edodo, mas mant\u00e9m certa estabilidade durante o ano. Ainda assim, ele reconhece que o valor elevado impacta o consumo. \u201cO pessoal n\u00e3o deixa de comprar, mas leva menos. Em vez de um quilo, leva meio quilo\u201d, explica.<\/p>\n<p>Diante dos pre\u00e7os altos, muitos consumidores t\u00eam buscado alternativas para manter a tradi\u00e7\u00e3o sem comprometer o or\u00e7amento. De acordo com a nutricionista Beatriz Nogueira, a substitui\u00e7\u00e3o do bacalhau por outros peixes n\u00e3o traz preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade. \u201cOs peixes salgados t\u00eam valor nutricional muito semelhante, s\u00e3o ricos em prote\u00ednas e, de forma geral, t\u00eam baixo teor de gordura\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Entre as op\u00e7\u00f5es mais acess\u00edveis, ela destaca esp\u00e9cies como til\u00e1pia, merluza, abadejo e pescada amarela, que podem ser utilizadas em receitas t\u00edpicas da Semana Santa. Al\u00e9m disso, peixes como pirarucu, corvina, surubim e bagre tamb\u00e9m aparecem como alternativas populares nos mercados de Salvador, com pre\u00e7os variando entre R$ 48 e R$ 54 o quilo.<\/p>\n<p>A especialista alerta ainda para o consumo excessivo de s\u00f3dio, comum em peixes salgados, e orienta a dessalga adequada antes do preparo. \u201cDeixar o peixe de molho na geladeira e trocar a \u00e1gua ajuda a reduzir o sal\u201d, explica. Ela tamb\u00e9m recomenda prepara\u00e7\u00f5es mais saud\u00e1veis, como assados, cozidos ou refogados, evitando frituras.<\/p>\n<p>Com a proximidade da Semana Santa, a tend\u00eancia \u00e9 que a procura aumente ainda mais, o que pode pressionar os pre\u00e7os. Para os consumidores, a dica \u00e9 pesquisar, antecipar as compras e considerar substitui\u00e7\u00f5es, garantindo a tradi\u00e7\u00e3o sem comprometer o or\u00e7amento familiar.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tradicional bacalhau, presen\u00e7a quase obrigat\u00f3ria na mesa dos brasileiros durante a Semana Santa, est\u00e1 mais caro em 2026 e j\u00e1 pesa no bolso dos consumidores em Salvador. 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